MILHO SAFRINHA NO PARANÁ

O inverno chegou trazendo riscos para a produção agrícola no Paraná, especialmente para o milho safrinha. Segundo a SEAB, em junho de 2025, mais de 60% da área plantada com milho já estava em fase de maturação — momento em que os grãos estão formados e menos suscetíveis às geadas.
Por outro lado, 36% das lavouras de milho safrinha ainda estavam em frutificação, fase sensível ao frio. Além disso, 1% das lavouras se encontrava em floração, estágio mais crítico em relação a danos por geada.
A Cooperativa, que atua no Noroeste e Norte do estado, estima que cerca de 30% de suas lavouras de milho safrinha estão entre os estádios R3 (grão leitoso) e R4 (grão pastoso), ainda vulneráveis às baixas temperaturas. Já há relatos de perdas pontuais nessas regiões, após a passagem de uma massa de ar frio.
Impactos potenciais no milho
Nas áreas de plantio mais tardio, o frio pode interromper o enchimento dos grãos de milho, afetando peso e qualidade, além de danificar folhas responsáveis pela fotossíntese. Isso acelera a maturação forçada, reduzindo o rendimento final. No entanto, os impactos devem ser localizados, afetando principalmente as lavouras que ainda não completaram seu ciclo.
Situação do trigo é mais tranquila
Já o trigo segue em condição mais estável. Cerca de 81% das lavouras estavam em fase vegetativa, mais tolerante ao frio. A geada recente não causou prejuízos ao trigo, e o leve estresse térmico pode até beneficiar o desenvolvimento das plantas.
Monitoramento segue essencial
Apesar dos alertas, não há confirmação da ocorrência de geada negra. Os efeitos reais nas lavouras de milho safrinha só serão percebidos nos próximos dias. O monitoramento contínuo, com apoio do SIMEPAR, SEAB e DERAL, segue essencial para decisões rápidas e assertivas no campo.


